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Academia das Artes em P. Delgada
1 de Novembro, 22h00
No âmbito da XII Semana de Estudos, o Instituto Açoriano de Cultura promoveu, em Ponta Delgada, um CONCERTO MULTIMEDIA com as presenças do mundialmente reconhecido saxofonista francês DANIEL KIENTZY e do Grupo TELECTU. Um verdadeiro happenning, tanto em termos visuais como sonoros, o evento teve lugar a 1 de Novembro, pelas 22h00, na Academia das Artes dos Açores.
Com uma concepção muito própria da criação e "alquimia" da arte dos sons, os intervenientes neste concerto são portadores de uma musicalidade particularmente inventiva, onde se misturam várias tendências, com destaque para a música experimental de cariz contemporâneo. DANIEL KIENTZY, o mago dos sete saxofones, tem um currículo verdadeiramente notável com várias digressões pelos quatro cantos do planeta e uma espantosa discografia (30 álbuns gravados).
Composto pelo musicólogo e experimentalista Jorge Lima Barreto e pelo músico e videasta Vítor Rua, o Grupo TELECTU pratica uma audaciosa mistura e síntese de motivos rock, jazz, de música minimal e de música de electro-acústica contemporânea. Na linha da frente da música de vanguarda, tanto a nível nacional como internacional, o TELECTU tem uma extensa discografia de que se destaca um álbum ao vivo na Knitting Factory, em Nova York. A Knitting Factory é apenas a "catedral da música de vanguarda do continente americano". O Grupo tem estado em digressão com DANIEL KIENTZY nos últimos tempos.
Nesta colaboração conjunta (com passagem por Cuba, Barcelona, Pequim, Ponta Delgada e Porto) de DANIEL KIENTZY e o Grupo TELECTU, a dimensão mediática é uma componente fundamental.
Assim, o concerto que o Instituto Açoriano de Cultura promoveu na Academia das Artes dos Açores, por ocasião do encerramento da sua XII Semana de Estudos, foi um convite à aventura rumo a universos e mistérios que, assumidamente, subvertem concepções e padrões estéticos estabelecidos.
TELECTU
Duo musical constituído por Vitor Rua e Jorge Lima Barreto. Iniciou-se numa música electro-acústica híbrida de rock/improvisação, tendo abordado, depois, a música minimal repetitiva, o tecno-pop, a música electrónica mimética de jazz, a música concreta, electrónica e por computador. Fez músicas funcionais para performance, instalação, teatro, vídeo, poesia, cinema e dança contemporânea. Actuou nos principais acontecimentos portugueses de música de hoje e em Nova York, Paris, Moscovo, Barcelona, etc..
DANIEL KIENTZY
Começou a sua carreira de músico aos 16 anos. Doutorou-se em Saxofone na Universidade de Paris. É autor do tratado "Les Sons Multiples aux Saxophones". Estudou também Contrabaixo no Conservatório de Limoges, de cuja Orquestra de Ópera foi contrabaixista, tendo fundado o agrupamento "Musica Ficta".
A partir do final da década de 70, cerca dos 30 anos, passou a dedicar-se exclusivamente ao Saxofone nas suas mais diversas variantes, como intérprete de obras de música culta contemporânea.
Em 1996, actuou em Lisboa, nos XX Encontros Gulbenkien de Música Contemporânea, interpretando o "Concerto para Saxofone e Orquestra", de Jorge Peixinho. O súbito falecimento do notável compositor português impossibilitou uma série de recitais que ambos projectavam realizar em Paris e Lisboa, tendo Daniel Kientzy mantido o maior interesse na divulgação da obra de Jorge Peixinho, grande figura da música culta contemporânea portuguesa, que, a convite do IAC, efectuou, em Angra, o concerto de encerramento da XI Semana de Estudos.
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