Instituto Açoriano de Cultura
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Paula Rego
Exposição de pintura
 

Durante os dias 15 a 30 de Maio, na sala de exposições do Palácio dos Capitães Generais em Angra do Heroísmo, e de 9 a 27 de Junho na Academia das Artes dos Açores em Ponta Delgada, esteve presente, pela primeira vez nos Açores, uma exposição antológica da Pintora Paula Rego.

Esta exposição, comissariada pelo galerista Manuel de Brito, contou, na sua inauguração em Angra do Heroísmo, para além de outros ilustres convidados, com a presença da Pintora e do Presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes, Pintor Fernando Azevedo.

A apresentação da exposição de uma artista plástica com a projecção universal de Paula Rego não carece senão de palavras tão simples e breves quanto genial e extraordinária é a sua obra. Pelo que diremos apenas que o acontecimento que este catálogo documenta marca, rigorosamente, um dos mais elevados e significativos momentos de toda a vida do Instituto Açoriano de Cultura.

Com efeito, sabe o público deveras atento a este género de manifestações culturais que este Instituto tem vindo a desenvolver, entre outras, uma empenhada actividade no campo das artes plásticas e performativas. Sem dúvida por entender da maior urgência e da mais relevante oportunidade um aggiornamento dos contactos com a obra dos maiores artistas portugueses deste final de século. Objectivo, aliás, conseguido, designadamente através de um percurso de que ficaram a constituir incontornáveis referências as exposições de Júlio Pomar (1996) e Graça Morais (1997) e os espectáculos de Manoel Barbosa (1996 e 1997).

A apresentação, agora, nas Ilhas Terceira e São Miguel deste magnífico conjunto antológico da obra de Paula Rego vem proprocionar, novamente, a oportunidade singular para uma indispensável aproximação à obra de um dos mais universais artistas plásticos portugueses contemporâneos, certamente o mais representativo e respeitado da pintura portuguesa dos nossos dias.

É por isso que o Instituto Açoriano de Cultura não pode deixar de associar as expressões do seu elevado e legítimo regozijo aos protestos do seu reconhecimento pelo muito que fica a dever a Paula Rego quer por haver permitido que vinte e duas notáveis obras de arte da sua autoria, datadas de entre 1961 e 1997, integrassem este certame quer pela generosa disponibilidade em anuir ao nosso convite para participar na respectiva inauguração, em Angra do Heroísmo.

Em relação ao comissário da exposição e ilustre galerista, Manuel de Brito, bem como a sua Esposa D. Maria Arlete Alves da Silva, quaisquer palavras de agradecimento pelo incansável entusiasmo e disponibilidade dispensadas desde a primeira hora, com vista ao êxito deste evento, serão sempre insuficientes, mas manifestamente merecidas.

Finalmente, é da maior justiça registar aqui o nosso reconhecido agradecimento quer aos patrocinadores permanentes deste Instituto (Ediçor, Grupo Sousa Lima e Fábrica de Cervejas e Refrigerantes Melo Abreu) quer a outras entidades que quiseram associar-se a este importante acontecimento auxiliando-o com o seu generoso apoio (Companhia de Seguros Fidelidade, Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento, Fundação do Oriente e Fundação Calouste Gulbenkien). Sem os seus esclarecidos missionato cultural e valiosos contributos esta exposição não teria sido possível.

O Presidente da Direcção do Instituto Açoriano de Cultura
Jorge Augusto Paulus Bruno

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Última actualização em 2004-12-28