Centro do Mar, Horta - Faial
19 de Maio a 18 de Junho
Inauguração pelas 18h00
Carmina Galeria de Arte Contemporânea
23 de Setembro a 22 de Outubro
Câmara Municipal das Lajes, Pico
10 de Novembro a 5 de Janeiro de 2007
|
Biografia
João Pires Cutileiro nasceu em Lisboa a 26 de Junho de 1937, no seio de uma família da média burguesia, ilustrada com sentimentos anti-fascistas.
Teve uma infância e adolescência felizes, onde as viagens eram uma constante, por causa da profissão de seu pai, médico pertencente à Organização Mundial de Saúde. Assim, em 1941, com apenas quatro anos de idade, João vai juntamente com a família para os Açores, onde seu pai, então médico militar, havia sido colocado. Vive dois anos na Ilha Terceira, da qual guarda muito boas recordações.
Em 1951, quando ia a caminho de Kabul (Afeganistão), onde seu pai esteve a trabalhar durante um ano, João Cutileiro passa por Florença, onde toma contacto com a obra de Miguel Ângelo. Foi uma visão que não mais esqueceu e que lhe fez aumentar a certeza de que queria fixar-se na Escultura (certeza essa que teve aos seis anos de idade, quando esculpiu um presépio). Na volta de Kabul matricula-se, então, na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (E.S.B.A.L.), sendo seu professor Leopoldo de Almeida.
João Cutileiro respira o pó das influências de uma vida e empenha o seu dia-a-dia na realização de uma criatividade muito própria e de uma atitude independente e liberta de estereótipos. Artista reconhecido internacionalmente, as suas obras são geradoras de ódios e paixões.
Para ele, esculpir é uma afirmação da realidade da sua própria existência, num trabalho que não conhece o cansaço e num esforço que parece não ter limites. Autenticidade e economia na concepção do modelo são os grandes objectivos dos trabalhos de Cutileiro, obras que nascem das paixões, aspirações, dúvidas e receios do escultor.
Os seus temas são o amor, o desejo e a plenitude do ser, cuja revelação no domínio da natureza é celebrado com respeito e simplicidade.
João Cutileiro é o responsável pela grande viragem da escultura portuguesa nos anos 80 e pela ruptura com a estatuária oficial, fazendo-a evoluir do classicismo estilizado para uma nova era completamente liberta da iconografia vigente.
|