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Venha ver baleias e golfinhos... no Santuário das Baleias.
É o grito internacional de Serge Viallelle... um francês
que incutiu a nova realidade do futuro: Whale Watching... dois pequenos
botes de borracha, João Vigia, a bomba para a baleia e lá
vão os portugueses, franceses, alemães, ingleses,
italianos, cada vez mas à procura do verde e do azul. Uma
semana de libertação... no rasto dos heróis
do mar e das lendas.
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| Serge Viallelle |
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Viagem em barco
de Whale
Watching
com Serge |
«Bom dia Vigia... Good Morning Lajes... Oh João há
bichinhos lá fora? João Vigia vigiando baleias em
terra: Tem ondulação mais grada que ontem... a ondulação
está grada... e aqui para fora... lá mais alto e aqui
para a esquerda tem vento de Noroeste... Está um ventozinho...
um ventozinho Nordeste... Caldeação de um lado, caldeação
do outro... E há para aí um cardumezinho de Toninhas
(golfinhos). Está bom dia ainda por enquanto... ondulação
grada... não sei como é que esse diabo veio por aí
dentro sem vento!?...»
P.: «Oh Serge a quantas milhas estamos aqui da vigia?
R.: Nos dias normais costumamos estar a quatro milhos mas, hoje,
esta difícil para ver, por causa da fumaça. E já
tem chuva lá dentro.
P.: São toninhas (golfinhos) que estamos a ver já
aqui, não é?
R.: Sim, estas toninhas (golfinhos) já aqui,... são
mansas. São toninhas mansas... É um Golfinho comum...
Delphinus delphis. É uma raça que foi comum
mas já não é .
Esta raça está habituada a brincar com as lanchas.
P.: Aqui há várias qualidades? Elas misturam-se todas?
R.: Sim, misturam-se todas ao mesmo tempo... Nos Açores,
aqui na Costa Sul, há vinte e duas espécies de cetáceos
a passar por aqui. Nós vimos em quatro anos de observação
umas quinze espécies diferentes. Dos golfinhos até
às baleias. É tudo cetáceos.
P.: Havia a ideia que era só o cachalote que passava aqui...
mas isto está posto de parte. É mentira?...
R.: Bom, o cachalote é a baleia mais cultural e mais dentro
das tradições do Pico. É a baleia que foi caçada
antigamente. Eles caçaram só o cachalote mas nos Açores
há um potencial muito mais importante que o cachalote. E
até para observação não é o mais
engraçado. É a "orca" ou o "finback",
ainda são mais gradas e mais engraçadas de ver.
P.: Porque é que só apanhavam o cachalote? Há
alguma razão especial?
R.: Sim, a única razão é que o cachalote é
a única baleia que depois de morta fica em cima de água
a boiar e então com esta maneira de caçar não
havia maneira de apanhar baleias maiores ou baleias que estavam
a fundear.»
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| Separador:
«L' aventure c'est l' aventure» |
«Espaço Talassa...Turismo de Aventura» atrás
de golfinhos e baleias. Aventura é aventura. |
voz de Johnny
Hailyday,
música tirada do filme
de Claude Lelouch,
«L 'aventure, c'est l'aventure». |
«L'aventure, c'est l'aventure
Elle est pareille à l'amour,
Elle est à moi pour toujours,
Oui, pour toujours.»
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| Mestre
Francisco Barbeiro |
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Mestre Francisco Barbeiro está conformado...
Mas, se deixassem ainda ia por amor, por devoção.
O seu imaginário de fantasias de saudades e sonho. |
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| Mestre Francisco
Barbeiro |
«Eu já sou considerado idoso ou velho como queiram
dizer, mas eu tenho sempre uma coisa na cabeça: não
será esta geração. Vai haver outra geração...
creio que isto ainda vai ressuscitar...»
As baleias já não morrem nos mares do Pico. Passam serenas
e ouvimo-las falar lá nas profundezas. Andam lá por
baixo nas suas brincadeiras como testemunhámos ao vivo em registo
sonoro... |
Sons ambientes
de baleia |
E Álamo de Oliveira parece dizer lá longe, em surdina,
ao fundo, do canal na sua poética com impressões de
boca
«...Deus sabia o que fazia
Por isso te chamou baleia
E deu-te a imensidão
Como limite...»
E lá do Alto da Rocha, Dias de Melo com a sua razão,
sem medos e sem pecados:
«...Todos somos baleeiros
Tanto os que vão balear
Como os que, ficam em terra
De olhos pregados no mar...»
«Baleeiros em Terra» o tempo de varrer a verdade
duma vida inteira sem dó nem piedade. Um pesadelo. Ninguém
ousa erguer a voz, estender a mão, largar um sorriso de recompensa.
Olhos postos na linha do horizonte. Debruçados sobre o muro
ainda lá estão os últimos. Depois a tristeza,
o desalento e uma voz doída para cantar carro derradeiro
adeus...
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Mistura de mar
com
a voz do senhor Manuel Costa
Manuel Costa, baleeiro |
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letra e música
de
«Barquinha
Feiticeira» cantada
pelo velho
baleeiro
Manuel Costa |
«...Oh Deus de amor e bondade
Entre domínio sem par
Faz com que a pobre barquinha
Não seja perdida nas ondas do mar
Faz com que a pobre barquinha
Não seja perdida nas ondas do mar
Uma formosa mulher
Do mar alto e rainha
Solta os cabelos ao vento
Nas águas revoltas
Lá anda a barquinha...»
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