Instituto Açoriano de Cultura
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MONSENHOR JOSÉ MACHADO LOURENÇO
Presidente da Direcção do IAC entre 1956 a 1978
 

MONSENHOR JOSÉ MACHADO LOURENÇO
(Presidente da Direcção do IAC entre 1956 a 1978)

José Machado Lourenço nasceu na Freguesia das Cinco Ribeiras, Ilha Terceira, a 12 de Agosto de 1908. Com apenas 10 anos de idade, partiu para Macau, onde frequentou o Seminário de São José. Foi ordenado em 16 de Agosto de 1931 e celebrou a sua «Missa Nova» a 20 de Agosto do mesmo ano. Passou os primeiros anos de vida missionária em Singapura, tendo, a partir de 1935, exercido as funções de secretário particular de D. José da Costa Nunes, então Bispo de Macau. Depois da sua licença graciosa, em 1938, foi novamente colocado em Singapura, de onde transitou para Goa, ainda como secretário do mesmo D.José, nomeado Arcebispo e Patriarca das Indias Orientais.
Tendo-se aposentado em 1947, regressou definitivamente à Ilha Terceira, vindo então a leccionar no Seminário Diocesano (Inglês, Português, Latim e História da Igreja) e no Liceu de Angra (Inglês e Francês).
Em 1956, foi sócio fundador do Instituto Açoriano de Cultura, de cujas sucessivas Direcções foi dedicado presidente, até 31 de Maio de 1978, ao mesmo tempo que dirigia a revista «Atlântida», orgão da mesma instituição cultural, na altura com a periocidade de dois meses. Continuou, porém, ligado ao IAC, quer como presidente da Assembleia Geral quer como colaborador de prestígio. À margem do seu missionato, foi ainda Director do vespertino «A União» (Angra do Heroísmo) e assistente do Capelão americano da Base das Lajes.
Nomeado Monsenhor, por Pio XII, em 22 de Abril de 1947, e Cónego da Sé Catedral de Angra, por D. Manuel Afonso de Carvalho, em 1956, viria também a ser agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com a comenda de Santiago da Espada. Foi autor de diversos livros de poesia e prosa, de entre os quais destacamos: A Mãe do Amor, Aleluias de Alma, Lusa Estrela, Vida Divina, O Padroado Português do Oriente, O Romance de Um Malaio, Victória, Beato João Baptista Machado de Távora - Mártir do Japão, Por Terras do Sagrado Ganges, Benedicite, Os Lusíadas, Poema Católico e Regras de Gramática da Língua Inglesa. Faleceu na Ilha Terceira, a 14 de Janeiro de 1984.

     

MONSENHOR AUGUSTO MANUEL DE ARRUDA CABRAL
Presidente da Direcção do IAC entre 1978 a 1985
 

MONSENHOR AUGUSTO MANUEL DE ARRUDA CABRAL
(Presidente da Direcção do IAC entre 1978 a 1985)

Augusto Manuel de Arruda Cabral nasceu a 16 de Janeiro de 1937, na Fazenda do Nordeste, Ilha de S. Miguel. Tendo feito os seus estudos no Seminário Diocesano de Angra, foi ordenado sacerdote a 5 de Junho de 1960. Designado Examinador do Clero e Vice-Reitor do Seminário Maior, licenciou-se em Pedagogia pela Universidade de Salamanca, em 1973, data em que foi nomeado Reitor daquele estabelecimento de ensino religioso.
Escolhido, dez anos depois, para Cónego da Sé Catedral de Angra e nomeado Monsenhor, foi Vigário Geral da Diocese e Arcediago do Cabido da mesma Sé, em 1989 e 1992, respectivamente.
Entretanto, desempenhou o Monsenhor Augusto Cabral importantes funções, dentro e fora do seu múnus eclesiástico, como as de membro do Conselho Administrativo da Diocese, Presidente da Comissão Diocesana de Arte Sacra e Presidente da Direcção e da Assembleia Geral do Instituto Açoriano de Cultura, em diversos mandatos, desde 1978 até ao presente.

     

JOSÉ GUILHERME REIS LEITE
Presidente da Direcção do IAC entre 1985 e 1990
 

JOSÉ GUILHERME REIS LEITE
(Presidente da Direcção do IAC entre 1985 e 1990)

José Guilherme Reis Leite nasceu a 25 de Dezembro de 1943, em Angra do Heroísmo, onde concluiu os estudos secundários, tendo-se licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, em 1968. Personalidade conhecida da vida cultural e política, tem desempenhado funções directivas a nível de estruturas partidárias regionais e nacionais. Com efeito, desde 1978, exerceu cargos na Comissão Política Regional dos Açores do PSD, nomeadamente o de vice-presidente (1980-1992) e o de presidente da Mesa do Congresso, desde 1992. Foi Secretário Regional da Educação e Cultura do primeiro e do segundo Governo Regional dos Açores, tendo em 1984 e em 1988, sido eleito deputado à Assembleia Regional dos Açores pelo círculo da Terceira e Presidente da mesma Assembleia em ambos os mandatos. É, actualmente, deputado à Assembleia da República pelo círculo dos Açores. Membro da Assembleia Geral do Conselho da Europa e da Comissão Europeia Ocidental, pertence também à Comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República e da Comissão Eventual para o Acompanhamento da Situação em Timor Leste.
Entre 1985 e 1990, foi presidente da Direcção do Instituto Açoriano de Cultura e director da revista «Atlântida», órgão desta instituição cultural, tendo sido um dos organizadores das VIII e IX Semanas de Estudos dos Açores, subordinadas, respectivamente, aos temas «A Autonomia como Fenómeno Político e Cultural» e «Conhecimento dos Açores Através da Literatura».
Participou em diversos colóquios, congressos, seminários, semanas de estudo, etc., tendo numerosa colaboração dispersa por várias revistas dos Açores, do Continente e do Estrangeiro, sobre assuntos de natureza histórica, literária e política, de que naturalmente se destacam os que dizem respeito ao processo autonómico dos Açores.
É nesta sequência de importantes estudos sobre a autonomia como fenómeno cultural e político que, em 1994, apresenta, na Universidade dos Açores, a tese de doutoramento intitulada Política e Administração nos Açores de 1890 a 1910 - O Primeiro Movimento Autonomista, obra histórica de grande fôlego, publicada com prefácio de A.H. de Oliveira Marques (Ponta Delgada, 1995).
É também de sua responsabilidade a organização, prefácio e notas de Autonomia dos Açores na Legislação Portuguesa de 1892 a 1947, editada pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores em 1987.
Autor de diversos livros e opúsculos, destacam-se da respectiva bibliografia: Os Fishers - esboço histórico de uma Família Açoriana, Angra do Heroísmo, 1978; António Cordeiro e uma proposta de Autonomia para os Açores no século XVIII, Angra do Heroísmo, 1978; A luta pelo Governo Autónomo nos Açores: uma sentença do Desembargo do Paço a favor da Nobreza de Angra, no século XVIII, Angra do Heroísmo, 1984; As Fontes de Francisco Ferreira Drumond nos Anais da Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, 1985; O códice «529 - Açores» do Arquivo Histórico Ultramarino: A Capitania Geral dos Açores, Angra do Heroísmo, 1988; José Agostinho, Autonomista, Angra do Heroísmo, 1988.

     

JORGE AUGUSTO PAULUS BRUNO
Presidente da Direcção do IAC entre 1990 a 2009
 

JORGE AUGUSTO PAULUS BRUNO
(Presidente da Direcção do IAC entre 1990 a 2009)

Jorge Augusto Paulus Bruno, natural da ilha Terceira, nascido em 13 de Junho de 1959, casado e pai de dois filhos.
Licenciou-se em História pela Universidade dos Açores em 1981, tendo desempenhado, desde essa data, cargos de responsabilidade executiva e política, nomeadamente como Director Regional dos Assuntos Culturais, Director Regional de Segurança Social, Vice-Presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Director de Serviços de Organização e Planeamento na área da Saúde, na Região Autónoma dos Açores. No início da sua carreira, desempenhou as funções de Chefe de Gabinete dos Secretários Regionais da Educação e Cultura dos II e III Governos Regional dos Açores.
Pertence ao quadro de pessoal técnico superior, na categoria de assessor principal, da Direcção Regional da Cultura e é membro de pleno direito de diversas instituições culturais.
Frequentou cursos e acções de formação em instituições regionais, nacionais e estrangeiras nas suas áreas de especialidade.
É autor de vários artigos e apresentou diversas comunicações e conferências, no país e no estrangeiro, nas áreas cultural, de emergência médica, protecção civil, segurança social e acção social.
Assume a presidência do IAC-Instituto Açoriano de Cultura de 1990 a 2009 e da “Atlântida – Revista de Cultura”, órgão deste Instituto vocacionado para a promoção de todas as formas de cultura.
Foi o coordenador do projecto do Inventário do Património do Património Imóvel dos Açores, cuja execução está a cargo do IAC-Instituto Açoriano de Cultura com financiamento da Direcção Regional da Cultura do Governo Regional dos Açores.
Representou o IAC-Instituto Açoriano de Cultura na gestão do Projecto Atlântico de Arte Digital (PAAD), que integrou parceiros da região da Macaronésia e foi executado com financiamento proveniente do INTERREG III-B, Açores, Madeira, Canárias (FERDER), no âmbito do qual o IAC foi “chefe de fila”.
Coordenou a gestão do projecto Chronos (que visa a criação de uma plataforma de e-learning com conteúdos relativos à História e Cultura dos arquipélagos na Macoronésia), do qual o IAC-Instituto Açoriano de Cultura é “chefe de fila” e cuja execução conta com financiamento proveniente do INTERREG III-B, Açores, Madeira, Canárias (FERDER), envolvendo parceiros dos arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Actualmente, é Presidente da Assembleia-Geral do IAC-Instituto Açoriano de Cultura, da Agência para o Desenvolvimento da Cultura nos Açores (ADCA) e da Azores Film Commission e Vice-Presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde (ADESCAVE).
Desde 2005, exerce as funções de Director do Museu de Angra do Heroísmo.

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Última actualização em 2009-04-02