No passado dia 11 de Agosto, por ocasião das festas municipais de Vila do Porto, foi apresentado ao público no Salão Nobre dos Paços do Concelho daquela vila o livro do Inventário do Património do Imóvel do Concelho de Vila do Porto.
A apresentação contou com uma conferência audiovisual sobre o património imóvel de Vila do Porto proferida pelo Arq. João Vieira Caldas, consultor deste projecto e professor de Arquitectura do Instituto Superior Técnico.
Com a publicação deste livro – o séptimo da colecção do Inventário do Património Imóvel dos Açores (depois dos de São Roque, Lajes e Madalena, da ilha do Pico, do Corvo, da Horta e da Praia da Vitória) – ficam registados, e acessíveis ao público em geral, os elementos referentes às 129 espécies inventariadas e que constituem o melhor que o concelho de Vila do Porto tem no âmbito do seu património arquitectónico.
O livro, que tem cerca de 230 páginas, para além de integrar um texto metodológico sobre o projecto assinado por Jorge Paulus Bruno, Coordenador do Projecto do Inventário do Património Imóvel dos Açores e Presidente da Direcção do IAC-Instituto Açoriano de Cultura, contém ainda textos de Luísa Noronha (Sobre a história da Ilha de Santa Maria. Algumas notas acerca das relações dos homens com o meio), José Manuel Fernandes (Vila do Porto e o Bairro do Aeroporto) e João Vieira Caldas (A Casa de Santa de Maria). São ainda publicados 13 mapas com a localização genérica dos 129 casos inventariados, as suas respectivas fichas descritivas e um pequeno glossário.
Numa publicação conjunta da Direcção Regional da Cultura, do IAC-Instituto Açoriano de Cultura e da Câmara Municipal de Vila do Porto, o livro, que abre com três textos destes seus editores, contém um número considerável de imagens que resultam de uma cuidadosa selecção de entre as cerca de duas mil fotografias e diapositivos recolhidos durante a campanha de terreno.
Conforme se pode ler no texto assinado por Jorge Bruno, «este é o concelho onde se encontram os mais antigos vestígios da ocupação humana destas ilhas açorianas. A este factor acresce ainda o facto desta ilha (ao contrário da maioria das restantes) apresentar uma persistência material dessas expressões, uma vez que não foi submetida a sismos ou erupções vulcânicas que lhe tivessem provocado momentos de significativa destruição ao nível do seu parque edificado.»
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