Paula Rego expõe, a partir do próximo dia 28 de Outubro e até 11 de Novembro, no Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, numa iniciativa do IAC-Instituto Açoriano de Cultura, cuja inauguração terá lugar pelas 18h00 da próxima 6ª feira, dia 28 de Outubro.
É a segunda vez em sete anos que a obra de Paula Rego – a mais internacional pintora portuguesa – expõe nos Açores no âmbito das actividades do IAC-Instituto Açoriano de Cultura. A primeira foi em 1998, e ocorreu em Angra do Heroísmo e em Ponta Delgada. Desta vez, a exposição de Paula Rego inaugurou-se na Vila do Nordeste, onde esteve patente ao público de 16 de Julho a 30 de Setembro.
Esta exposição tem dois núcleos fundamentais: litografias da série Jane Eyre, inspirada na personagem da escritora inglesa Charlotte Brontë, e da série Ovos da Lua.
Na série Jane Eyre Paula Rego aborda a condição da mulher num mundo dominado pelos homens. A protagonista é uma pobre órfã sujeita ao abuso familiar, à desigualdade social, à crueldade do orfanato e ao abuso do poder. A sua vida é uma longa luta até atingir a independência material e a felicidade.
Na série Ovos da Lua – de 2005 – a pintora faz uma abordagem satírica ao pôr os homens a terem comportamentos de galinhas. Começa-se por assistir ao amor de um homem e de uma galinha, num ambiente festivo, seguindo-se depois o ciclo normal da vida da galinha: pôr e chocar ovos até ao nascimento das galinhas bebés, mas protagonizado por homens. Todo este processo é supervisionado por mulheres que asseguram as tarefas quotidianas, dando-lhes de comer e verificando se está na altura de porem os ovos. É um “faz de conta” de que Paula Rego tanto gosta, levando os animais a terem comportamentos e emoções humanas mas que, neste caso, é o inverso: são os homens que têm condutas animais.
A realização desta exposição – que conta com a colaboração da Galeria 111 – permite ao IAC-Instituto Açoriano de Cultura proporcionar novamente a apresentação nos Açores da obra desta notável embaixadora da Cultura Portuguesa, desta vez não só em Angra do Heroísmo, mas também numa das periferias da periferia açoriana que é o Nordeste.
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