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N.º 34 08/10/2007 IAC expõem em Lisboa a Obra Arquitectónica Manuel António de Vasconcelos
No próximo dia 9 de Outubro, terça-feira, o IAC-Instituto Açoriano de Cultura apresenta na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, pelas 11horas, uma exposição sobre a obra arquitectónica do conhecido engenheiro micaelense Manuel António Vasconcelos. Na inauguração será proferida uma conferência, sobre a obra arquitectónica de Manuel António Vasconcelos, pelo arquitecto José Manuel Fernandes. A exposição, que foi apresentada pela primeira vez em São Miguel, no passado dia 4 de Janeiro – data em que se assinalou o primeiro centenário do nascimento daquele reconhecido engenheiro – teve como principal objectivo assinalar a efeméride, constituindo-se também como uma oportunidade de assinalar e divulgar esta obra que representa o mais emblemático que foi construído nos Açores na primeira metade do século XX. Manuel António de Vasconcelos (1907-1960), engenheiro açucareiro de formação, que durante grande parte da sua vida trabalhou nesta área, marcou a arquitectura nos Açores com alguns dos mais emblemáticos edifícios da arquitectura modernista. O Hotel Terra Nostra, nas Furnas, e o antigo edifício do Montepio Geral, em Angra do Heroísmo, são alguns dos mais reconhecidos imóveis cujo desenho é da sua autoria. No seu percurso, Manuel António de Vasconcelos – que cedo despertou para as belas-artes – em 1925, matriculou-se na Universidade de Gand, na Bélgica, e em 1929 especializou-se em engenharia açucareira, na Ècole de Sucrerie de Waremme (áreas de química e mecânica). Em 1930, já com 23 anos, permaneceu oito meses em Paris, cidade onde frequentou diversos ateliês, nomeadamente a Escola de Emile Renard, e onde conviveu em ambiente ligados às artes, período após o qual regressa à ilha de São Miguel onde inicia a sua actividade profissional na União das Fábricas Açorianas do Álcool, mais concretamente na Fábrica de Açúcar de Santa Clara. Jorge A. Paulus Bruno, Presidente da Direcção do IAC, refere que “depois de apresentada nos Açores é agora tempo de divulgar além mar a obra arquitectónica de um homem que deixou o seu marco na nossa arquitectura de referência, e que este é um dos melhores locais para apresentar a exposição, ou seja numa faculdade de arquitectura.” |