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N.º 2  22/01/2008

IAC-Instituto Açoriano de Cultura promove reflexão sobre o regicídio


O IAC-Instituto Açoriano de Cultura vai levar a efeito, no mês de Fevereiro próximo, uma conferência que pretende reflectir e assinalar os 100 anos da passagem do regicídio do Rei D. Carlos e do seu filho e herdeiro do trono, Príncipe D. Luís Filipe, a qual estará a cargo do reconhecido investigador português Jorge Morais, especialista na temática.

O regicídio teve lugar no dia 1 de Fevereiro de 1908, no Terreiro do Paço, em Lisboa e, segundo muitos, abriu as portas para a instauração da República. O regicídio deixou a Europa revoltada com a apatia do país perante tamanho gesto de violência contra um monarca, num período em que o velho continente era constituído essencialmente por regimes monárquicos. Por outro lado, este acto marcou firmemente a sociedade portuguesa, colocando um acto de violência desta natureza num patamar de quase justificável perante um fim desejado por alguns.

Na sua conferência Jorge Morais debruçar-se-á sobre El-Rei D. Carlos e a Europa do seu tempo; a «rede terrorista internacional» no início do século XX e as ligações portuguesas; republicanos de cartola e «arraia-miúda»; a Maçonaria e a Carbonária no processo revolucionário entre 1907 e 1910; e os aliados monárquicos da conspiração republicana.

Jorge Morais dedica-se à investigação historiográfica e tem publicados estudos sobre o embarque da Família Real para o exílio e a participação da Maçonaria inglesa na instauração da República. No seu último livro, Regicídio - A Contagem Decrescente (ed. Zéfiro), reconstitui os 33 meses de preparação do atentado contra a vida do Rei D. Carlos e do seu filho.

Como teve ocasião de referir Jorge Bruno, Presidente da Direcção do Instituto Açoriano de Cultura, “o IAC não podia deixar de inscrever nas suas actividades uma reflexão sobre um acontecimento que marcou sobremaneira o nosso país e que motivou grandes modificações sociais e políticas.