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N.º 34 07/10/2008
IAC homenageia o Monsenhor José Machado Lourenço

O IAC-Instituto Açoriano de Cultura, durante o próximo mês de Dezembro, vai realizar uma sessão de evocação dedicada ao seu primeiro Presidente, Monsenhor Cónego José Machado Lourenço, por ocasião do 1º centenário do seu nascimento celebrado a 12 de Agosto de 1908.
Para assinalar a efeméride, o IAC convidou Artur Cunha de Oliveira e Onésimo Teotónio de Almeida, duas personalidades públicas açorianas que conviveram com o homenageado e que irão prestar um testemunho sobre a sua acção enquanto dinamizador do Instituto Açoriano de Cultura e enquanto professor do Seminário de Angra.
Com esta iniciativa, o IAC pretende homenagear uma figura que marcou uma geração de jovens que passaram pelo Seminário de Angra e que simultaneamente prestou à cultura açoriana um inestimável contributo através do Instituto Açoriano de Cultura, do qual foi Presidente ao longo de vários anos.
Segundo Jorge Paulus Bruno, actual presidente da Direcção do IAC, “em justo tempo se realiza esta iniciativa de homenagem a um homem que deixou uma marca profunda na fundação deste Instituto e a quem ele muito deve”.
José Machado Lourenço nasceu na Freguesia das Cinco Ribeiras, ilha Terceira, a 12 de Agosto de 1908 e faleceu, também nesta ilha, a 14 de Janeiro de 1984. Com apenas dez anos de idade partiu para Macau, onde frequentou o Seminário de São José. Foi ordenado em 16 de Agosto de 1931 e celebrou a sua «Missa Nova» a 20 de Agosto do mesmo ano. Passou os primeiros anos de vida missionária em Singapura, tendo, a partir de 1935, exercido as funções de secretário particular de D. José da Costa Nunes, então Bispo de Macau. Depois de uma licença graciosa, em 1938, foi novamente colocado em Singapura, de onde transitou para Goa, ainda como secretário de D. José da Costa Nunes (então nomeado Arcebispo e Patriarca das Índias Orientais).
Aposentado em 1947, regressou definitivamente à ilha Terceira, vindo então a leccionar no Seminário Diocesano (Inglês, Português, Latim e História da Igreja) e no Liceu de Angra (Inglês e Francês).
Em 1956, foi co-fundador do Instituto Açoriano de Cultura, de cujas sucessivas direcções foi dedicado presidente até 31 de Maio de 1978, ao mesmo tempo que dirigiu a revista «Atlântida», órgão do IAC. Depois desta data, continuou ainda ligado ao IAC, quer como Presidente da Assembleia-Geral, quer como colaborador de prestígio. Foi ainda director do vespertino «A União» (Angra do Heroísmo) e assistente do capelão americano da Base das Lajes.
Nomeado Monsenhor, por Pio XII, em 22 de Abril de 1947, e Cónego da Sé Catedral de Angra, por D. Manuel Afonso de Carvalho, em 1956, viria ainda a ser agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com a comenda de Santiago da Espada. Foi autor de diversos livros de poesia e prosa, de entre os quais se destacam A Mãe do Amor, Aleluias de Alma, Lusa Estrela, Vida Divina, O Padroado Português do Oriente, O Romance de Um Malaio, Victória, Beato João Baptista Machado de Távora – Mártir do Japão, Por Terras do Sagrado Ganges, Benedicite, Os Lusíadas, Poema Católico e Regras de Gramática da Língua Inglesa.
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