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N.º 26 17/09/2009

FLAD E IAC PROMOVEM LANÇAMENTO DA OBRA
OS DABNEY - UMA FAMÍLIA AMERICANA NOS AÇORES


A Fundação Luso-Americana, em parceria com o IAC-Instituto Açoriano de Cultura, promove o lançamento da obra Os Dabney - Uma família americana nos Açores, livro coordenado pela historiadora Maria Filomena Mónica, em Angra do Heroísmo, na Galeria do IAC, na próxima sexta-feira, dia 18 de Setembro pelas 21h30.

A apresentação desta obra estará a cargo de Álvaro Monjardino e contará com a presença dos dois autores da antologia Maria Filomena Mónica e Paulo Silveira e Sousa, da directora da Tinta da China, Bárbara Bulhosa, e do administrador da FLAD, Mário Mesquita.

A antologia recém-publicada é a primeira edição destinada ao grande público baseada na obra monumental Anais da Família Dabney no Faial que, lembra Maria Filomena Mónica, constituem “uma raridade bibliográfica”, que dá a conhecer aos portugueses a importância da presença desta família no Faial ao longo de quase um século.

Os Anais são uma das obras mais relevantes nas relações entre Portugal e os Estados Unidos, entre os Açores e o Estado de Massachussets. Até aos anos 70 do século XX, a colectânea elaborada por Roxana Dabney, foi praticamente desconhecida em Portugal continental e nos Açores, tendo sido finalmente traduzida pelo IAC-Instituto Açoriano de Cultura no ano de 2005.

A obra original, em inglês, destinada a circulação privada da família, existe em menos de uma dezena de bibliotecas dos Estados Unidos. Constando de quase duas mil páginas, em três volumes, representa um vasto fresco do século XIX (1806-1871) nos Açores e em Massachussets, reunindo correspondência entre a família dos dois lados do Atlântico e outros documentos de relevância histórica para americanos e portugueses.

“Ao convidar os investigadores Maria Filomena Mónica e Paulo Silveira e Sousa a preparar esta antologia, o objectivo da Fundação Luso-Americana foi o de alargar a um público mais vasto esta obra fundamental que permanecia acessível apenas a eruditos e investigadores”, explica Mário Mesquita, administrador da FLAD. “ Não é tarefa fácil convencer o leitor não especializado a abalançar-se a ler os três densos volumes da excelente edição preparada em Angra do Heroísmo”, conclui o responsável por esta iniciativa cultural. Com uma dimensão pouco superior a um livro de bolso, a edição da Tinta da China permite uma aproximação mais “amigável” aos leitores.

Esta obra foi também apresentada na ilha do Faial, no passado dia 16 de Setembro, na Biblioteca Pública da Horta, pelo historiador Ricardo Madruga da Costa e em São Miguel, no dia 17 de Setembro, no Anfiteatro da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, pelo historiador Carlos Riley.