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| 41.29.166 TANQUES VELHOS - CAMINHO DA SERRA |
| SANTA CRUZ • CAMINHO DA SERRA |
| CONJUNTO EDIFICADO |
| CONJUNTO DE EDIFÍCIOS OU DE OUTRAS CONSTRUÇÕES |
| ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX |
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| DESCRIÇÃO: Conjunto de quatro reservatórios de água cobertos, agrupados dois a dois, e um tanque a céu aberto com um alpendre de lavadouros anexo.
O grupo mais a sudoeste é constituído por dois reservatórios enterrados, simétricos, envolvidos por um muro de perímetro rectangular com um portal de acesso ao centro de um lado maior. O portal, uma miniatura de fachada de ermida, é rematado por um frontão contracurvado encimado por um grande pináculo e em cujo tímpano tem uma cartela oval com a data "1863". Em frente ao portal, no interior do recinto, abre-se uma passagem axial ao meio da qual se situam as portas de acesso aos reservatórios. Ao fundo desta passagem entesta uma passagem transversal (formando um "T" com a primeira), conduzindo em cada extremo a uma pequena mãe-d'água que recebe as águas das nascentes e as transfere para o respectivo reservatório. As fachadas destas mães-d'água são também fachadas de ermida miniaturizada, mas simplificada. O reservatório da direita tem uma cobertura com três abóbadas de berço abatido suportadas por duas fiadas de arcos. O reservatório da esquerda tem uma cobertura plana de betão armado suportada por uma estrutura de vigas e pilares do mesmo material. Ao lado esquerdo do recinto encosta, a todo o comprimento, a antiga casa do aguadeiro. |
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O grupo a sudeste é formado por dois reservatórios enterrados contíguos (maiores que os primeiros), cuja parede exterior sobe acima das coberturas formando um perímetro rectangular murado. As entradas para ambos são abertas no muro perto do centro de um dos lados maiores. Cada reservatório é composto por quatro naves abobadadas, separadas por três fiadas de quatro arcos de volta inteira assentes em pilares de secção quadrada. Pelo menos o reservatório da direita tem actualmente as abóbadas em betão armado. Abaixo dos arranques das abóbadas ainda são visíveis as mísulas que suportariam a primitiva cobertura. Em ambos os grupos cada abóbada tem, a meio, um respiradouro circular com tampa amovível.
O tanque a céu aberto situa-se numa plataforma mais baixa, a noroeste. Tem um formato quadrangular e é delimitado por uma muralha com esbarro na face exterior e a face superior inclinada para dentro. Devido ao desnível, o quadrante nascente da muralha fica ao nível do terreno, havendo nessa zona um murete de protecção. Este murete é interrompido do lado sudeste por um balcão ligeiramente balançado por onde se acedia à água. Sob o balcão há uma grande gárgula por onde se fazia o abastecimento ao tanque.
A "casa das lavadeiras" (telheiro com tanques para lavar a roupa) está encostada ao extremo sul do murete. A parede sudeste do telheiro prolonga-se através de um muro que, com o murete do tanque, forma um recinto de acesso à "casa das lavadeiras" e ao balcão do tanque.
As plataformas deste complexo têm diversos muros de suporte onde se abrem portas de túneis que dão acesso a canalizações.
Pela serra acima são visíveis diversas "arquinhas" (espécies de mãe-d’água) ligadas à captação das águas das nascentes. |
| ELEMENTOS DATADOS: Cartela no portal com a inscrição "1863". |
| ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável |
| FUNÇÃO INICIAL: Recolha, armazenamento e distribuição pública de água |
| FUNÇÃO ACTUAL: Recolha, armazenamento e distribuição pública de água |
| BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Ilha Graciosa (Açores) / Descripção Historica e Topographica, Antonio Borges do Canto Moniz (1883), edição facsimilada, Instituto Açoriano de Cultura, Angra do Heroísmo, 1981; Igrejas e Ermidas da Graciosa, Vital Cordeiro Dias Pereira, Secretaria Regional da Educação e Cultura / Direcção Regional dos Assuntos Culturais, Angra do Heroísmo, 1986. |
| DATA DE LEVANTAMENTO: 2004/07/08 |
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