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| 41.41.84 Quinta da Boa Vista |
| PRAIA • Boa Vista |
| UNIDADE PAISAGÍSTICA CONSTRUÍDA |
| ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX |
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DESCRIÇÃO: Ruína de quinta composta por uma casa de veraneio e pomar, encerrados num recinto murado rectangular dividido em quartéis por meio de sebes vivas de incenso e faia da terra, no interior dos quais ainda há plantações de anoneiras e laranjeiras.
A casa substitui a zona central do muro nascente do recinto e é ladeada por dois grandes balcões simétricos, rectangulares, que substituem o restante muro nascente. São acessíveis por duas escadas, também simétricas, com dois lanços em ângulo recto que arrancam do tardoz e viram para as empenas da casa. Os balcões têm o pavimento lajeado e uma banqueta em "U" em cada extremo.
A casa tem dois pisos, destinando-se o piso térreo a "lojas" e o superior à habitação propriamente dita. A entrada nas "lojas" faz-se por uma porta única na fachada exterior ou por outra porta em posição simétrica na fachada virada ao pomar. No piso superior, acessível pelos balcões, destaca-se a cozinha, com o "lar" e a sua chaminé. No piso térreo, do lado esquerdo da porta traseira, há um vão de acesso a um compartimento situado por baixo da cozinha onde se encontra o antigo reservatório de água que era abastecido pelas águas pluviais, conduzidas por uma caleira cerâmica. O tecto deste compartimento é constituído por lajes de pedra, paralelas entre si, com a largura do compartimento. Tem uma abertura no tecto por onde se retirava a água para a cozinha.
A fachada principal é enquadrada pelo soco, pelos cunhais e por uma faixa sob o beiral. Tem uma faixa horizontal que a divide ao nível do pavimento do segundo piso e que se prolonga pelos balcões. Tem uma porta axial no piso térreo e quatro janelas de peito (com venezianas) uniformemente distribuídas ao nível do piso superior. Os balcões têm uma guarda de protecção com três gárgulas para escoamento da água de cada lado.
A casa é construída em alvenaria de pedra rebocada e caiada excepto o soco, os cunhais, as faixas e as molduras dos vãos que são em cantaria à vista. A cobertura é de duas águas em telha de meia-cana tradicional com beiral simples.
A eixo do terreno, alinhado com as portas das "lojas", há um caminho longitudinal que conduz a uma antiga fonte encostada ao muro poente. No canto posterior esquerdo do recinto há um grande tanque rectangular para recolha de águas pluviais utilizadas para rega. |
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| ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Ruína |
| FUNÇÃO INICIAL: Agricultura, habitação sazonal e apoio à actividade agrícola |
| BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Ilha Graciosa (Açores) / Descripção Historica e Topographica, Antonio Borges do Canto Moniz (1883), edição facsimilada, Instituto Açoriano de Cultura, Angra do Heroísmo, 1981. |
| OBSERVAÇÕES: Junto à empena direita da casa há uma grande araucária. |
| DATA DE LEVANTAMENTO: 2004/07/02 |
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