41.59.65 Farol do Carapacho
LUZ • Ponta da Restinga
EDIFÍCIO ISOLADO
ARQUITECTURA PÚBLICO CIVIL
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XX
DESCRIÇÃO: Complexo do Farol do Carapacho, composto pelo farol propriamente dito, pela habitação do faroleiro e respectivas estruturas de apoio, situados no interior de um recinto rectangular murado. Todo o complexo revela uma linguagem arquitectónica característica dos anos 50 do século XX.
O farol é composto por dois corpos distintos: um corpo administrativo e de apoio técnico e a torre da lanterna. O acesso ao farol faz-se pelo corpo de apoio, de planta rectangular, coberto por uma laje de betão armado inclinada e balançada para além da fachada principal e das empenas. É envolvido por um embasamento nivelado. Há um pequeno corpo rectangular, mais baixo e estreito, que faz a ligação à torre. Sobre a porta de entrada no edifício de apoio há a inscrição "FAROL DO CARAPACHO".
A torre é de planta circular, marcada por oito contrafortes que lhe conferem uma aparência octogonal. Tem uma altura aproximada de catorze metros até ao nível da óptica. No interior é totalmente preenchida por uma escada em caracol contínua que acede a uma varanda balançada entre dois contrafortes e, mais acima, à câmara da lanterna. Da varanda balançada sobe-se ao varandim superior, que envolve a câmara da lanterna, por meio de uma escada de ferro. O varandim superior é circular e assenta no topo dos contrafortes. Tanto a varanda como o varandim têm guarda em ferro pintada de vermelho. A câmara da lanterna é de secção circular com a parte superior em vidro armado em caixilhos de ferro. Está coberta por uma cúpula de cobre pintada de vermelho, com um cata-vento no topo.
A casa do faroleiro é de planta rectangular e tem um alpendre/pérgula saliente na metade direita da fachada principal. A cobertura é de quatro águas em chapa ondulada de fibrocimento, com uma caleira para recolha das águas da chuva oculta por uma platibanda. No exterior do recinto há uma grande cisterna para recolha de água da chuva.
Os edifícios principais e o muro exterior são maioritariamente revestidos a marmorite. Todos os socos são em pedra à vista com as juntas pintadas de branco. O mesmo acontece nos cunhais e nas paredes laterais do edifício de apoio administrativo e no embasamento da torre do farol.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável
FUNÇÃO INICIAL: Farol e habitação do faroleiro
FUNÇÃO ACTUAL: Farol e habitação do faroleiro
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Lista de Faróis, Bóias Luminosas, Radiofaróis, Sinais de Nevoeiro e Sinais Horários e de Mau Tempo, Estações Radiotelegráficas e de Socorro a Náufragos Existentes na Costa de Portugal, nos Arquipélagos dos Açores e Madeira e Colónias, Direcção de Faróis, Lisboa, 1949.
OBSERVAÇÕES: Este complexo faroleiro corresponde a um projecto-tipo de que há outros exemplares construídos tanto nos Açores como no Continente. Junto ao farol, mas fora do respectivo recinto, há uma vigia da baleia.
DATA DE LEVANTAMENTO: 2004/07/01
< anteriores




seguintes >
mapa: 59
Graciosa. Santa Cruz
Inventário do Património Imóvel dos Açores