52.95.84 MUSEU FRANCISCO LACERDA
CALHETA • RUA JOSÉ AZEVEDO DA CUNHA (ANTIGA RUA DO AÇOUGUE)
EDIFÍCIO ISOLADO
ARQUITETURA DOMÉSTICA
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX
DESCRIÇÃO: Antiga casa de habitação urbana que sofreu profundas alterações com a adaptação a museu, mas que conserva as características essenciais da volumetria e da fachada principal.
Tem dois pisos e planta em “U”, correspondendo o braço mais curto, do lado poente, à antiga cozinha. Junto ao tardoz deste braço emerge uma enorme chaminé de “mãos postas” em cuja face anterior se lê, numa cartela, a inscrição “1811”.
A fachada principal, voltada a sul, está organizada segundo um eixo de simetria e delimitada por um soco, por cunhais apilastrados e por uma cornija. Possui, no piso térreo, três portas ao meio e uma janela de peito em cada um dos extremos. O piso superior tem cinco janelas de peito.
A fachada lateral esquerda é totalmente cega. Na fachada lateral direita abrem-se duas janelas de peito para um balcão existente sobre o corpo da garagem/reservas, construído recentemente. No tardoz, os vãos são genericamente janelas de peito e pequenas janelinhas de iluminação das zonas de serviço, situadas na base do “U”. Há ainda nesta face uma porta de acesso ao interior. Na face nascente da chaminé vê-se uma “gateira” que terá servido de iluminação da “caixa do lar” (no interior apenas conserva o arco abatido de acesso).
As ombreiras das janelas do segundo piso prolongam-se abaixo do parapeito, sugerindo um avental e enquadrando molduras decorativas retangulares em relevo. As portas são em madeira pintada de verde e as caixilharias das janelas, de guilhotina de três folhas, são em madeira pintada de branco com os aros fixos pintados de verde.
O imóvel é construído em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco exceto o soco, os cunhais, a cornija e as molduras dos vãos que são em cantaria à vista. Algumas fachadas ficaram prejudicadas pelo enchimento do reboco que ficou saliente em relação às cantarias. A cobertura é em telha de canudo rematada por beiral duplo.
A rematar o ângulo nordeste do pátio do tardoz há uma cisterna, de planta retangular, acessível pela face voltada a sul. Tem uma abertura retangular bastante profunda (correspondente à espessura da parede), hoje muito elevada em relação ao pavimento exterior, com pequenas copeiras nos lados e o vão de acesso à água com os cantos superiores arredondados, ao fundo.
A cisterna é construída em alvenaria de pedra à vista com as juntas avivadas a branco. O interior é rebocado e impermeabilizado.
ELEMENTOS DATADOS: Na face anterior da chaminé lê-se a inscrição “1811”.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom
FUNÇÃO INICIAL: Habitação
FUNÇÃO ATUAL: Equipamento cultural
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: AAVV, Roteiro dos Museus dos Açores, Angra do Heroísmo, Governo Regional dos Açores – Direcção Regional da Cultura, 2005.
DATA DE LEVANTAMENTO: 2008-07-10
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mapa: 95
São Jorge. Calheta
Inventário do Património Imóvel dos Açores