51.207.127 Farol dos Rosais
ROSAIS • Ponta dos Rosais
EDIFÍCIO ISOLADO
ARQUITETURA PÚBLICA CIVIL
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XX
DESCRIÇÃO: O Farol dos Rosais é um complexo edificado situado num recinto murado no extremo poente da ilha. Apesar de desativado e muito degradado, devido ao abandono, é ainda representativo deste tipo de estrutura faroleira edificada em meados do século XX com uma linguagem modernista, e distingue-se pela dimensão e qualidade arquitetónica.
É acessível por um longo caminho entre terrenos de pasto que termina no recinto murado de implantação do farol e das suas dependências. É constituído por um corpo principal em “U” aberto a nascente, ao terreiro de entrada, ligado por um corredor, a partir da base do “U”, à torre da lanterna que se implanta mais a poente. De cada lado do terreiro, entre a entrada no recinto e o corpo principal, fica um corpo de dependências (oficinas, forno comunitário, etc.). No exterior do “U”, paralelamente a cada braço, há um recinto murado com pequenas construções destinadas a galinheiros e/ou currais de porco. Do lado sul estes recintos são acompanhados exteriormente por um outro recinto murado, maior, destinado a horta. Do lado norte, já fora do recinto geral, há duas grandes cisternas quadrangulares enterradas. No corpo em “U”, com um piso, havia em cada braço duas habitações para faroleiros sendo as fachadas viradas ao interior do “U” acompanhadas por um pergulado apoiado em “pilotis”. A base do “U” albergava as funções diretamente ligadas ao funcionamento do farol (central de motores, oficinas e depósito) e uma quinta habitação ocasional, mais pequena que as outras, dita “quarto de inspeções”. As fachadas internas do “U” obedecem a um eixo de simetria. A eixo da base abre-se uma porta para o terreiro, que acede ao corpo da torre da lanterna através de um vestíbulo e do corredor já referido que termina na escada em caracol que liga ao topo da torre. Esta porta abre-se num painel que se eleva acima da cércea do restante volume.
A torre é um esguio corpo tronco-cónico marcado por estreitos contrafortes que enquadram, a poente e a nascente, pequenas frestas verticais de iluminação da escada. No topo já não existe a lanterna mas apenas a antecâmara cilíndrica sobre a qual aquela se implantava.
O complexo do farol é construído em estrutura de betão armado com alvenaria de blocos de cimento de enchimento, ambas rebocadas e revestidas a marmorite. Todas as coberturas são planas. As dos galinheiros e dos corpos das dependências são ligeiramente inclinadas.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Ruína
FUNÇÃO INICIAL: Farol e habitações dos faroleiros
FUNÇÃO ATUAL: Farolim
OBSERVAÇÕES: O complexo faroleiro foi inaugurado em 1 de maio de 1958.
DATA DE LEVANTAMENTO: 2008-07-16
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mapa: 207
São Jorge. Velas
Inventário do Património Imóvel dos Açores