22.235.160 SOLAR DE SANTO ANTÓNIO
RIBEIRINHA • ESTRADA REGIONAL
EDIFÍCIO ISOLADO
ARQUITECTURA DOMÉSTICA
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XVIII
   
DESCRIÇÃO: Pequeno solar com capela implantado junto à estrada num terreno de pequenas dimensões.
O edifício tem dois pisos e desenvolve-se segundo uma planta em "T" irregular, denotando sucessivas ampliações e remodelações. A capela está adossada ao "pé" (muito curto) do "T".
O corpo principal, um rectângulo constituído pelos "braços" do "T", tem uma orientação norte/sul. Tem "lojas" no piso térreo e a habitação propriamente dita no piso superior. O piso térreo foi parcialmente adaptado a garagem acessível pela porta larga no topo norte do corpo principal situado à face da estrada.
As fachadas exteriores são sóbrias e apresentam portas, no piso térreo, encimadas por janelas ao nível do piso superior. Em cada uma das fachadas norte e poente há uma janela de sacada com guarda de ferro. Na fachada nascente, virada para o interior do terreno e onde as alterações são mais visíveis, destaca-se um alpendre acessível por uma escada exterior em "L" e um balcão com "conversadeiras" (inseridas no muro virado para a estrada) acessível por uma escada exterior de um só lanço.
A capela é de uma só nave, de planta rectangular, com o corpo da capela-mor mais estreito e um anexo estreito (sacristia?) adossado do lado direito da capela-mor. A sua fachada é enquadrada por dois cunhais (encimados por pináculos) e por uma cornija dupla. Na faixa entre as duas cornijas há uma inscrição com a data "1761". Na cornija superior assenta um frontão delimitado por outra cornija que acompanha a inclinação das águas do telhado e é rematado por uma cruz. A fachada tem uma porta axial encimada por uma janela com avental aparente, ambas com cornijas sobre os lintéis.
As edificações são construídas em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, excepto o soco, os cunhais, as cornijas, as molduras dos vãos, as consolas das varandas, as escadas exteriores e os elementos decorativos que são em cantaria à vista. As coberturas são em telha de meia-cana tradicional, com telhão na cumeeira e beiral duplo.
Do lado nascente desenvolve-se um quintal murado de planta em "L", directamente acessível da estrada, onde se inserem as escadas de acesso ao alpendre e ao balcão e onde se abrem as portas de acesso ao terreno da quinta. O portão exterior abre-se no troço do muro correspondente ao "braço" maior do "L" que fica à face da estrada e dá continuidade à fachada norte do solar. A respectiva moldura é encimada por um friso e por uma cornija mais largos que o lintel e onde assentam duas volutas ladeadas por pináculos semiembutidos. As volutas elevam uma cruz situada ao nível da linha superior do muro. No tímpano definido pelas volutas insere-se uma moldura que envolve um registo de azulejos com a inscrição "PN. AVE MA[R]IA". No terreno da quinta pode ver-se um pequeno cafuão já alterado e uma fonte circular rodeada por um murete com bancos que define um espaço lajeado igualmente circular.
ELEMENTOS DATADOS: Inscrição na base da cruz no portão: "1732". Inscrição na fachada da capela: "1761".
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau
FUNÇÃO INICIAL: Habitação e apoio à actividade agrícola
FUNÇÃO ACTUAL: Habitação e apoio à actividade agrícola
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: "Noticia sobre as igrejas, ermidas e altares da Ilha de S. Miguel", Ernesto do Canto, Insulana, vol. LVI, Instituto Cultural de Ponta Delgada, Ponta Delgada, 2000: A Ribeira Grande, Ventura Rodrigues Pereira, 3ª edição, s./l., s./d.; Ficha RB-2 do "Plano de Urbanização da Ribeira Grande - Património Construído".
OBSERVAÇÕES: À data do levantamento o edifício encontrava-se em obras.
DATA DE LEVANTAMENTO: 2003-02-16
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São Miguel, Ribeira Grande
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