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| 32.19.51 CASA DAS TIAS |
| SANTA CRUZ • RUA DA MISERICÓRDIA |
| EDIFÍCIO ISOLADO |
| ARQUITECTURA DOMÉSTICA |
| ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX |
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DESCRIÇÃO: Casa de habitação urbana, de dois pisos, construída em alvenaria de pedra rebocada e caiada com excepção do soco, dos cunhais
e das molduras dos vãos que são em cantaria pintada de cinzento.
O acesso ao edifício faz-se por um conjunto de degraus e patamar, em pedra, ao longo de toda a fachada principal.
Os vãos, na fachada principal, são de verga curva e as ombreiras prolongam-se unindo o soco à cornija. No piso superior repete-se
o soco, bem como as aberturas que, neste caso, são dez janelas de sacada. Do que outrora foi a varanda corrida a toda a
largura do edifício, subsiste hoje a sacada em pedra. Na fachada lateral há apenas dois vãos em cada piso. Na continuidade
desta desenvolve-se um muro de sustentação de terras do quintal. Embora já sem cobertura, permanecem quase intactos o beirado
e a cornija a rematar as fachadas visíveis da casa.
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| ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Ruína |
| FUNÇÃO INICIAL: Habitação |
| BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Ficha 9-E do "Inventário do Património Histórico e Religioso para o Plano Director Municipal da Praia da Vitória" |
OBSERVAÇÕES: Regista-se a existência, no quintal (acessível por uma porta situada à esquerda da fachada principal), de alguns elementos
construtivos, provenientes deste ou de outros edifícios. Ao nível do piso térreo da habitação encontram-se também várias peças
em cantaria, entre as quais dois arcos de volta perfeita assentes em mísulas e respectivas colunas. Ao nível do piso superior
identifica-se uma cozinha com pia e um forno com "chaminé de mãos postas" em cantaria, em razoável estado de conservação.
No extremo do quintal oposto à habitação situam-se um poço, três tanques de lavagem e as ruínas de uma torre em cantaria
com os cunhais aparelhados.
Esta casa, onde viveram tias de Vitorino Nemésio, constitui um importante referencial no imaginário deste escritor. Do lado
esquerdo da fachada encontra-se uma lápide datada de 1988 com uma citação extraída de O Mistério do Paço do Milhafre. No
adro fronteiro encontra-se um busto do escritor sobre um pedestal. Esta espécie faz parte de um conjunto edificado (32.19.49).
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| REMISSÕES: 32.19.49 |
| DATA DE LEVANTAMENTO: 1999-03-04 |
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