51.146.44 CASA DE HABITAÇÃO - ESTRADA REGIONAL 1-2, LUGAR DE SÃO MATEUS
URZELINAESTRADA REGIONAL 1-2, LUGAR DE SÃO MATEUS
EDIFÍCIO ISOLADO
ARQUITETURA DOMÉSTICA
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XVIII/Séc.XIX
DESCRIÇÃO: Casa de habitação onde, apesar do mau estado de conservação, são ainda percetíveis a volumetria inicial e todos os elementos estruturantes da construção, bem representativa de arquitetura vernácula de São Jorge, tornando potencialmente reversível o estado de pré-ruína.
O edifício está implantado num terreno murado que faz o gaveto de uma bifurcação na estrada. A frente de rua é constituída pela fachada sudoeste da habitação, pelo topo do balcão que encosta à fachada sudeste, pelo muro onde se abre o portão de entrada e pelo murete que contorna o gaveto.
A habitação é constituída por um corpo quadrangular, de dois pisos, e pelo corpo da cozinha, perpendicular ao extremo noroeste do tardoz, com um piso implantado ao nível do andar superior do corpo principal por aproveitamento do declive do terreno. A cozinha, lajeada, é bipartida, correspondendo a secção mais alta e com uma cobertura independente de duas águas, à “caixa do lar/fumeiro”. Na fachada virada à rua abrem-se as duas portas das “lojas” e, no segundo piso, três janelas de peito. À direita da janela da direita há uma lápide com a inscrição “NESTA CASA / VIVEU E MORREU EM 1837 O VIGARIO / JOSÉ ANTÓNIO DA SILVEIRA BARCELLOS / HEROICO PAROCO DA URZELINA QUANDO DA / ERUPÇÃO VULCANICA DE 1808 / EXEMPLO DE VIRTUDES SACERDOTAIS A / CUJOS GENEROSOS E ATURADOS ESFORÇOS / SE DEVE A CONSTRUÇÃO DA ACTUAL / IGREJA DE S. MATEUS”. A entrada principal na habitação faz-se ao nível superior da fachada sudeste, onde se abre uma porta axial com uma janela de peito de cada lado, através de um balcão com escada. À direita do balcão, no alinhamento da janela direita do piso superior, existe outra porta de acesso às “lojas”. Na fachada noroeste há uma janela no piso térreo e três no piso superior, a última, só com portadas, correspondente à cozinha. Esta fachada remata com a elevação da “caixa do lar”. O ângulo interno do “L” está preenchido por uma enorme cisterna ao lado da qual se abre uma porta na face sudeste da cozinha.
Junto ao portão de entrada parte um caminho rampeado e lajeado que atravessa o pequeno jardim e conduz à porta que se abre no muro do pátio de serviço, por onde se acede à cisterna, à porta da cozinha, ao curral de porco, a uma dependência que prolonga o volume do forno da cozinha e a uma retrete.
O imóvel é construído em alvenaria de pedra rebocada e caiada sendo ainda visível a faixa pintada que delimitava as fachadas e as molduras dos vãos. As portas das “lojas”, de dois batentes, são em madeira pintada de verde. A porta da habitação é também de dois batentes e do mesmo material, mas pintada de branco. As janelas, de guilhotina de três folhas, têm caixilharias em madeira pintada de branco. A janela das “lojas” tem somente portadas interiores em madeira pintada de verde. A cobertura geral é de três águas que se vão dobrando sobre si próprias até entestar na parede elevada da “caixa do lar”. A “caixa do lar” tem cobertura de duas águas. As coberturas são em telha de meia-cana tradicional rematada em beiral simples.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau
FUNÇÃO INICIAL: Habitação
DATA DE LEVANTAMENTO: 2008-07-15
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São Jorge. Velas
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