51.146.48 AGREGADO RURAL - ESTRADA REGIONAL 1-2, LUGAR DE SÃO MATEUS
URZELINAESTRADA REGIONAL 1-2, LUGAR DE SÃO MATEUS
CONSTRUÇÃO UTILITÁRIA
AGRÁRIA, PISCATÓRIA OU DE PRODUÇÃO ARTESANAL
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX
DESCRIÇÃO: Agregado rural constituído pelas dependências de apoio à atividade agropecuária de uma propriedade cuja habitação principal ficou descaracterizada pelas alterações que sofreu.
Inclui uma habitação de caseiro com um pequeno viteleiro anexo, um palheiro (antiga “atafona”?), uma cisterna de grandes dimensões e uma eira no remate superior do pomar, implantados no interior de um terreno murado. Do lado sudoeste da rua há mais uma parcela de terreno murado com uma adega.
A frente nordeste da rua é formada pela fachada da habitação principal, pelo muro onde se inscreve o portão principal, seguindo-se um muro mais tosco onde se abre um portão secundário de acesso direto a um pequeno campo de crocket. As principais dependências ocupam um terreno inclinado aproximadamente retangular, contíguo ao adro da Igreja de São Mateus, delimitado pelo muro da rua, pela fachada sudeste da habitação principal e pelo muro de contenção dos terrenos de cultivo a nordeste. Está ainda dividido em quatro pequenos recintos murados, um dos quais, nivelado e mais baixo que os restantes, corresponde ao crocket. Outro tem acesso pelo portão principal e dá ligação à casa do caseiro (de planta em “L”), que se implanta paralelamente à rua. Entre o muro da rua e a fachada principal (sudoeste) desta casa forma-se um pequeno balcão para onde se abre uma porta axial com uma janela de peito de cada lado. Na sua empena esquerda, virada à habitação principal, abre-se uma “porta de carro”. A fachada lateral direita assume dois pisos confrontando-se o piso térreo, onde só há uma porta e um postigo, com o campo de crocket. No piso superior dessa fachada abrem-se três janelas de peito. Na empena posterior do braço maior há uma porta. O viteleiro anexo preenche o ângulo interno do “L” e é aberto ao recinto maior, posterior, encostado ao muro de suporte dos terrenos de cultivo. O palheiro, retangular, está encostado ao adro da igreja e vira a sua fachada a noroeste. Tem dois pisos e abre, no piso térreo, uma porta e, no piso superior, uma porta e uma janela de peito. Entre esta fachada e a fachada lateral da casa de caseiro, fica o quarto recinto murado, mais pequeno, de planta quadrangular. Ao piso superior acede-se por um caminho rampeado, entre este recinto e o “tanque” (cisterna), um quadrilátero irregular, que ocupa o ângulo nordeste do terreno de implantação das dependências. Parte da fachada principal do palheiro é acompanhada por uma caleira que conduz as águas pluviais para a cisterna. A face noroeste do “tanque” é interrompida pela reentrância de acesso à respetiva portinhola, onde há uma pequena banqueta de apoio.
As edificações e os muros são construídos em alvenaria de pedra à vista, mantendo as suas portas e caixilharias das janelas em madeira. As coberturas são de duas ou quatro águas, em telha de meia-cana tradicional, rematadas por beirais simples bordejados de pedras soltas para resistir ao vento.
O acesso à eira circular (sobre embasamento cilíndrico), implantada no ponto mais alto dos terrenos de cultivo, faz-se subindo um caminho rampeado que arranca do tardoz da habitação principal, fora do recinto das dependências, e que acompanha os suaves socalcos do pomar, delimitados por muretes e sebes.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável
FUNÇÃO INICIAL: Apoio à atividade rural
OBSERVAÇÕES: Do outro lado da estrada existe um outro palheiro.
DATA DE LEVANTAMENTO: 2008-07-27
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São Jorge. Velas
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