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| 51.176.99 Casa de habitação - Largo de Santo Antão |
| VELAS • Largo de Santo Antão, nos 3, 5, 7 e 9 |
| EDIFÍCIO ISOLADO |
| ARQUITETURA DOMÉSTICA |
| ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XX |
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DESCRIÇÃO: grande casa de habitação inserida numa frente urbana na qual se destaca pela composição regular da fachada e pelo revestimento em azulejo que se estende à fachada lateral direita.
A frente de rua é composta pela fachada da habitação e por um muro com o portão de entrada no logradouro. A casa, com dois pisos e sótão e planta em “L”, tem a fachada delimitada pelo soco, por cunhais sobre pedestais e por uma cornija. A cornija é encimada por uma platibanda recortada, interrompida por uma “torre” (grande trapeira) axial que atravessa a cobertura até ao tardoz. A “torre” é também limitada por estreitos cunhais e por uma cornija encimada por platibanda que acompanham a inclinação das águas do telhado. Sobre cada cunhal, tanto no corpo principal como na “torre”, há um pináculo. No piso térreo há quatro portas, sendo a do extremo direito de entrada principal na habitação. No segundo piso há duas janelas de sacada centrais, servidas pela mesma varanda suportada por quatro cachorros e com guarda em ferro fundido. De cada lado há uma janela de peito. Na fachada da “torre” há uma janela de sacada de remate trilobado que se abre para uma varanda estendida a toda a largura desse corpo. Sobre a janela há uma cartela com uma composição em relevo. A face posterior da “torre” é semelhante mas mais simples. Na fachada lateral direita da habitação abre-se uma porta no extremo direito do piso térreo e, no segundo piso, há uma janela axial rasgada até ao pavimento com uma janela de peito de cada lado (protegidas por pequenas guardas de ferro fundido). Ao nível do sótão abre-se uma janela de sacada com remate superior trilobado. Da guarda que a protegia restam apenas as duas poleias em ferro fundido. Os vãos da fachada virada à rua e da empena direita têm moldura rematada por cornija e as janelas de peito têm peitoril saliente sob a guarda. O tardoz, menos elaborado, está marcado por um alpendrado de madeira que acompanha o ângulo interno do “L”, ao nível do segundo piso, e que se prolonga, em ponte, sobre o acesso ao logradouro, até à empena do edifício implantado a poente.
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O muro onde se abre o portão, também revestido a azulejo, está delimitado pelo prolongamento do soco e por uma moldura saliente. Sobre o extremo direito deste muro assenta um pilarete com um vaso que rematava uma antiga guarda. A passagem de acesso ao logradouro está pavimentada com lajetas de pedra e era coberta por um balcão já desaparecido.
No interior conserva-se, na generalidade, a organização do espaço e os materiais de acabamento, destacando-se as madeiras dos pavimentos, o átrio de entrada com pavimento em mosaico hidráulico e com as suas portas geminadas de acesso à escada. As paredes e os tetos apresentam estuques decorativos.
O imóvel é construído em alvenaria de pedra. O azulejo que reveste a fachada virada à rua, a empena direita e o muro é de padrão azul sobre fundo branco. As restantes superfícies são rebocadas e pintadas de branco. O soco, os cunhais, as pilastras, as cornijas e as molduras dos vãos são pintados de azul-claro. A platibanda e os pináculos, são pintados de branco. Os pedestais dos pináculos têm pequenos relevos pintados de cor de vinho. A face da trapeira é subdividida por faixas decorativas pintadas da mesma cor. A porta da habitação, de dois batentes, é em madeira envernizada. As restantes portas e as caixilharias das janelas são de dois batentes e bandeira, em madeira pintada de branco com os aros pintados de cor de vinho. A cobertura principal e a da trapeira são de duas águas em telha “marselha”. |
| ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável |
| FUNÇÃO INICIAL: Habitação |
| DATA DE LEVANTAMENTO: 2008-07-22 |
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